quarta-feira, fevereiro 06, 2008

A felicidade

Clique no título, caso queira ouvir uma bela versão dessa música:
14 Felicidade.wma

(Tom Jobim e Vinícius de Morais)

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
de orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
a grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
por um momento de sonho
pra fazer a fantasia
de rei ou de pirata ou jardineira
pra tudo se acabar na quarta-feira


Tristeza não tem fim
Felicidade sim
Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
nos olhos da minha namorada
É como esta noite
passando, passando
em busca da madrugada
Falem baixo por favor
pra que ela acorde
alegre com o dia
oferecendo beijos de amor.

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Pois é, acabou!
Acabou o carnaval, acabou a folia, acabou o descanso.
E começa de verdade um novo ciclo, novas atividades, nova vida!
E que o ano passe rápido e com grandes mudanças, como diz-se que deve ser no Ano do Rato ;)

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

sábado, janeiro 19, 2008

Terra Estrangeira e Ana Cañas

Hoje tomei duas pílulas de cultura bem bacanas.

A primeira se chama Ana Cañas. Ainda não sei muito sobre ela. Tinha alguma coisa sobre ela em alguma newsletter e resolvi procurar o myspace da moça.
É esse que está aqui do lado direito (é só clicar sobre o nome Ana Cañas). A princípio, a impressão que tive é de estar ouvindo novas canções de Céu.
Ouvi as 4 músicas que tem lá e gostei um bocado. Tem também um pequeno documentário, o que só a aproximou do universo da outra revelação da música brasileira.
Não acho nada negativo termos duas cantoras com estilos e vozes bem parecidas, principalmente pelo fato de as duas serem muito boas e criativas, cada uma à sua maneira, apesar de serem parecidas.

O vídeo:



Depois, a partir das 22h00, Terra Estrangeira, na TV Brasil. Filme de Walter Salles e Daniela Thomas, da década de 90, que ganhou alguns prêmios, com Fernanda Torres, Luis Mello, Alexandre Borges, Laura Cardoso e outros.
Uma história louca sobre o filho de uma espanhola que se mudou para o Brasil muitos anos atrás e sonha em voltar pra visitar sua cidade, San Sebastián. A vida dele se cruza com a de uma brasileira que foi pra Lisboa com o namorado, que está envolvido com o contrabando de pedras brasileiras para a Europa.



O filme é todo em P&B e conta a história de uma forma muito bacana. Se passa em 1990 quando rolou aquela palhaçada do confisco das poupanças, no governo do Collor. Até passa o anúncio da medida pela palhaçona Ministra da Economia à época, Zélia Cardoso. Incrível acreditar que aquilo aconteceu! E mais incrível ainda saber que esse cara que enganou o país inteiro continua por aí, na política. Enfim... Fiquei curioso pra saber como foi aquilo pra minha família. Eu tinha 8/9 anos à época, daí não lembro e nunca conversei com meus pais pra saber como foi pra eles. Sei que eles perderam dinheiro, mas não tenho noção do quanto.
Há uma parte em que o português Igor (Luis Mello), diz ao Paco/Franciso Ezaguirre (Fernando Alves Pinto) algo bem interessante (mais ou menos o que segue):
"Estamos a viver o império da mediocridade. Dos congestionamentos para entradas nos shoppings, dos leitores de Sidney Sheldon. É o fim do mundo, Paco. É o fim do mundo"!



Fiquei curioso também sobre o destino do ator Fernando Alves Pinto. Não lembro de tê-lo visto em outros papéis de destaque, e ele me parece muito bom, além de fotografar muito bem (leia-se: bonito na tela). Se não me engano, acho que ele está num clipe do Renato Russo de alguma música gravada por ele em italiano... Vou averigüar isso direito.

O filme ainda cita Vapor Barato em alguns momentos. Ora cantado por Fernanda Torres - que está ótima, pra variar-, ora a melodia soa em uma determinada cena e ainda no final, aparece a versão de Gal gravada na década de 70, se não me engano. Vapor Barato é uma música especial pra mim. Composição de Wally Salomão e Jards Macalé, é uma das minhas músicas favoritas no repertório da cantora Cídia Luize... enfim, quem me conhece, entenderá o que estou querendo dizer ;)

Se alguém tiver relatos sobre o episódios do confisco, opiniões sobre Ana Canãs ou informações sobre o Fernando Alves Pinto, pode deixar aqui, por favor!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Dois pra sempre

(de Lula Queiroga, por Elba Ramalho, 2007)

Sempre em meu coração
Esse desejo bom
Quase maior do que o futuro
Eu sei
Que no mundo existem alguém
Alma parecida
Pra dividir minha vida

Sempre adivinhação
Sempre eu querer saber
Um passo à frente do destino
E eu sei
Vi o amor chegando assim
Coisa tão querida
Muda o sentido da vida

Olho iluminado
Braço arrepiado
Lágrimas caindo sobre o jardim
Quando acontece de ser assim
Dois pra sempre

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Do recente álbum de Elba Ramalho, talvez o melhor de toda a sua carreira, intitulado "Qual o assunto que mais lhe interessa?", essa não é exatamente minha faixa preferida (ou é? ainda não decidi), mas é uma das que mais gosto.
O fato de ter escolhido esta para posta aqui hoje foi um sonho um bocado estranho que tive na noite de ontem para hoje. A situação não vem ao caso, mas ocorre que eu estava escutando esse música (Dois pra sempre) no sonho.
Das poucas composições de Lula Queiroga que conheço, eis mais uma preciosidade!
E como já disse sobre todo o CD, essa faixa é bela, harmoniosa, em todos os sentidos: letra, melodia, interpretação, produção etc.

Me identifico um bocado com o trecho que diz "sempre eu querer saber um passo à frente do destino". Será que eu devo procurar um vidente ou uma cartomante, por mais que isso seja contra os meus princípios, visto que esse povo cobra dos outros por algo que receberam de graça? Me sinto tentado...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Let me think about it

(por Ida Corr e Fedd Le Grand)

PUSH PLAY



Já que não estou recebendo visitas ainda, vou aproveitar para experimentar algumas coisas. Vi esse vídeo num site hoje e achei bacaninha. Que acham?

Tem esse outro aqui também, ó:

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Odeon

APERTE O PLAY:

7 Odeon.mp3

(de Ernesto Nazareth, Vinicius de Moraes e Ubaldo Sciangula, por Fernanda Takai)

Ai quem me dera
O meu chorinho tanto tempo abandonado
E a melancolia que eu sentia
Quando ouvia
Ele fazer tanto chorar

Ai nem me lembro há tanto, tanto
Todo encanto de um passado
Que era lindo, era triste, era bom
Igualzinho a um chorinho chamado Odeon

Terçando flauta e cavaquinho
Meu chorinho se desata
Tira da canção do violão esse bordão
Que me dá vida, que me mata
É só carinho, meu chorinho
Quando pega e chega assim devagarzinho
Meia luz, meia voz, meio tom
Meu chorinho chamado Odeon

Ah vem depressa
Chorinho querido, vem
Mostra da graça que o choro sentido tem
Quanto tempo passou, quanta coisa mudou
Já ninguém chora mais por ninguém

Ah, quem diria que um dia, chorinho meu
Você viria com a graça que o amor lhe deu
Pra dizer não faz mal
Tanto faz, tanto fez
Eu voltei pra chorar com vocês

Chora bastante, o meu chorinho
Teu chorinho de saudade
Diz ao Bandolim pra não tocar tão lindo assim
Porque parece até maldade
Ai meu chorinho, eu só queria
Transformar em realidade a poesia
Ai que lindo, ai que triste, ai que bom
De um chorinho chamado Odeon

Chorinho antigo, chorinho amigo
Eu até hoje ainda percebo essa ilusão
Essa saudade que vai comigo
E até parece aquela prece que sai só do coração
Se eu pudesse recordar e ser criança
Se eu pudesse renovar minha esperança
Se eu pudesse me lembrar como se dança
Esse chorinho que hoje em dia ninguém sabe mais

Chora bastante, meu chorinho
Teu chorinho de saudade
Diz ao Bandolim pra não tocar tão lindo assim
Porque parece até maldade
Ai meu chorinho, eu só queria
Transformar em realidade a poesia
Ai que lindo, ai que triste, ai que bom
De um chorinho chamado Odeon

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Não estou lá muito inspirado, mas pra não falhar já no segundo dia, venho com o propósito de falar mesmo de música. Ainda no ano passado (é... 2007 já ficou pra trás), foi lançado "Onde Brilhem os Seus Olhos", produzido pro Nelson Motta, o primeiro CD solo de Fernanda Takai, vocalista da banda mineira Pato Fu. O CD é todinho pescado do repertório de Nara Leão. O resultado é uma belíssima novidade, muitíssimo bem-vinda. Jà vi por aí que o álbum foi premiado, teve primeira tiragem esgotada, enfim, vale a pena mesmo conhecer.
Por essa versão totalmente repaginada de Odeon, que ficou deliciosa, já dá pra ter uma idéia!
É isso... e até amanhã!
Obrigado pelo recado, amigo Linconl. Estou esperando mais visitas, meu povo!

P.S.: Rodei meio mundo pra descobrir a autoria correta da música. Quer dizer, espero que esteja correta. Confio no Noblat ;)

terça-feira, janeiro 01, 2008

Pode Entrar

(de Walter Queiroz, por Fafá de Belém)

A casa escancarada
A lua ali
Meu cachorro nunca morde
Meu quintal tem sapoti
Tem um roseiral crescendo lindo
Quem for louco ou for poeta
Pode entrar. Seja bem vindo!

Aqui passa o bonde da Lapinha
Passa a filha da rainha
Passa um disco voador
Às vezes ele gira, pára e pisca
Como quem quase se arrisca
A parar pra conversar

Mas não me sinto só
Tenho um vizinho
Que é um bêbado velhinho
Que acredita no destino
Ele mora em cima do arvoredo
Ele tem muitos brinquedos
Ele sempre foi menino

Agora se vocês me dão licença
Eu vou ver um passarinho
Que me chama no quintal
Depois vou me deitar para sonhar
E dançar com a cigana
Que eu perdi no carnaval

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Tive a idéia de usar esse blog da seguinte forma, a partir de hoje, se possível com atualizações mais freqüentes (talvez diárias):

Já que eu respiro música mesmo, como sabem aqueles que me conhecem, cada postagem terá uma música - seja a letra, o vídeo dela no youtube, o áudio de algum outro lugar - e alguma coisinha que me ocorra dizer relacionado a esta música.

Hoje, pra começar esse ano, que pretendo que seja um ano marcante em minha vida (no bom sentido), fica essa bela canção, que no momento estou vendo repetidamente, no DVD Fafá de Belém Ao Vivo. É bela, suave, singela e me dá uma sensação deliciosa. É a que mais gosto do DVD e provavelmente de tudo que Fafá já gravou - e olha que não é pouca coisa dela que gosto.

É isso! 2008 está aí, com toda a sua graça, todo o seu encanto. Pode entrar... Seja bem-vindo!

sábado, novembro 17, 2007

Sol, lua e menino

(por http://www.eloynunes.com)

O garotinho venceu as tábuas traiçoeiras do Trapiche do Laranjal, aos trôpegos. Sem pestanejar, sem corrimão, ninguém a vista.
Conquistou o ponto mais adentro da Lagoa dos Patos e sentou com os pés e olhos soltos... Um final de tarde atípico aquele.

Apesar do calor e das águas convidativas, os gaúchos sumiram. Só ele estava ali, conferindo o entardecer mais lindo que já surgiu!

O céu de azul limpo ganhou camadas sobrepostas de roxos, lilases, amarelos, brancos, e o sol, digno e firme, cedia espaços à lua cheia.

Um momento estava entregue ao astro-rei, noutro, queria pegar a lua, de tão próxima. Achava que era sua, sua nova peteca preferida!

Viu que não via as margens do outro lado da Lagoa, mesmo assim, a imensidão não lhe assustava, incentivava a imaginar!

O sonho da sua existência tão prematura estaria acolá, depois daquele mundão d’água... Ou aqui, como a lua, a luz da lua, o efeito da lua. E do sol.

Estava acompanhado da natureza e escurecia... Qualquer criança ficaria apavorada, ele, não! Estava sob o luar.

Encontrava cumplicidade que só sentiu no seio da mãe, no colo do pai.
Só com gente que um dia deixa de ser gente... Já a lua triunfará na despedida do sol, sempre.

Os pés já não balançavam, olhos aquietados, adormecera numa noite tão acolhedora que até a eletricidade acabou na região, em respeito.

E a lua luziu o luar sobre o menino, que virou Luz na beirada do Trapiche. Virou celestial, como a lua, como o sol, como os sonhos de todo menino.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Quem são meus finados?

Não entendo a razão do dia 02 de Novembro ser feriado no Brasil. Será que o brasileiro dá o devido valor a essa questão? Quantos reservam esse dia para lembrar e honrar os seus mortos?
Escrevo sobre isso porque eu mesmo constato que não o fiz, não reservei esse dia a eles. Minha programação para o feriado inclui comemoração com amigos, num clube e uma ida ao cinema no final da tarde.
Meus mortos não estão aqui, nessa cidade em que me encontro hoje, mas não creio que seja necessário estar no cemitério para lembrá-los.
Quem são eles?
Não são muitos... ou são?
Meu avô Alziro, quando partiu? Não me lembro o ano. Lembro que não chorei. Estive no velório - preciso lembrar a todos que não gosto de velórios e não quero que façam isso por mim - que foi na casa em que ele foi morar, no Pradoso (povoado na zona rural de Vitória da Conquista), depois que se separou de minha avó Cidia.
Meu outro avô, João Severiano Granja (Painho), partiu quando eu ainda era uma criança de colo. Quase não tenho lembranças dele. Tenho algumas, creio que por causa das fotos.
Muitos anos depois, no ano passado, minha avó, Laurentina Benta de Oliveira (Mainha), se foi. Talvez a pessoa que mais vezes disse e demonstrou o quanto me amava. Não sei se foi ao encontro de Painho, pois havíamos sido informados que ele já estava se preparando para voltar à Terra.
Talvez por isso, pouco tempo depois, minha tia Consuelo, após uma brava luta contra o câncer, foi ficar com Mainha do lado de lá. Engraçado, pois dizia-se nas conversas entre as Granja, que Concinha era a filha preterida de Dona Loura. Saudades de minha tia, mas é aquela que a gente sente que cumpriu o que deveria fazer aqui.
Devo lembrar ainda que, no mesmo ano da partida de Mainha, Enrico Caruso nos deixou. Um cocker spaniel que levei para casa em dezembro de 1996. Não chegou a completar 10 anos de vida. E eu não estava por perto quando ele adoeceu gravemente e depois, não resistindo, partiu, despedindo-se de nós, através de um sonho de minha irmã.
A celebração da igreja católica, na TV diz: "Saudade sim, tristeza não". É difícil...
E há outros: Mônica, nossa amiga, que desencarnou este ano, junto com seu noivo Lincoln e todos aqueles que admiro e cedo se foram: Cássia, Cazuza, Renato, Elis, Nara... Caramba! Lembrei agora daquele de quem eu não gostava quando estava entre nós, mas se foi e eu não tenho o direito de lhe desejar mal algum. Espero que seja sim amparado por Deus e não se demore muito na erraticidade: Antônio Carlos Magalhães (que Deus o tenha).
Não pretendo que esse texto sirva de desculpa para o fato de eu não ter reservado esse dia para eles. Serve talvez para eu mesmo constatar a minha falta de compromisso com algumas coisas.
Será que ano que vem será diferente?
Será que alguém vai colocar em votação que o dia deixe de ser feriado nacional?
Será que a lista dos meus finados aumentará?
Será que eu mesmo não farei parte desta "categoria"?
A todos os que passaram por minha vida (direta ou indiretamente) e já voltaram para o Mundo Maior, meu amor e respeito! Que Deus os tenha!

terça-feira, novembro 07, 2006

Bom ou ruim?

Projeto quer controlar acesso à internet

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.
A pena para o acesso sem identificação prévia seria reclusão de dois a quatro anos. Os provedores ficariam responsáveis pela veracidade dos dados cadastrais dos usuários e seriam sujeitos à mesma pena se permitissem o acesso de usuários não-cadastrados.
O cadastro deve conter nome, endereço, número de telefone, da carteira de identidade e do CPF. As companhias provedoras de acesso à internet teriam de confirmar a veracidade das informações. O acesso só seria liberado após o provedor confirmar a identidade do usuário.

Fonte: http://empresas.globo.com/Empresasenegocios/0,19125,ERA1339872-2920,00.html

-> A priori, me parece ser um retrocesso. Ao mesmo tempo, parece ser uma boa idéia. Enfim, acho que precisaria ser debatido com os usuários antes da decisão final. Que acham?

quarta-feira, novembro 01, 2006

Droga! Me apaixonei...

Mundo

E eis que naquele dia a folhinha marcava uma data em caracteres desconhecidos,
Uma data ilegível e maravilhosa.

Quem viria bater à minha porta?

Ai, agora era um outro dançar, outros os sonhos e incertezas,
Outro amar sob estranhos zodíacos...

E o terror de construir mitologias novas!

[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

FONTE: http://quintanares.blogspot.com/

(Porque eu me apaixonei por alguém que gosta de Quintana... Se não der em nada, pelo menos está sendo bom redescobrí-lo)

sexta-feira, outubro 13, 2006

Horóscopo Chinês

Galo

Você é uma pessoa alegre, humorada, precisa, organizada, decidida, confiante e previdente. Mas também é agressivo, apressado e nômade.
Este ainda é um ano de esforços. Aproveite isso e muitas coisas boas vão acontecer: ascensão, ajuda de outras pessoas, encontros amorosos ou um casamento para quem esperou muito. Contudo, muitos aborrecimentos são inevitáveis.
As energias do ano, principalmente no segundo semestre, não te favorecem com força total. Manter-se rígido nos seus pontos de vista pode estragar a festa. Controle sua tendência dogmática. Sua grande imaginação aliada ao seu perfeccionismo o leva a sair um pouco da realidade às vezes. Você penetra num mundo só seu, do qual não fazem parte as fragilidades humanas.
Se você nasceu nos anos de 1957, 1969, 1981 ou 1993, terá de contar mais com seus próprios esforços do que com a sorte. Saiba que o mundo é um pouco mais amplo do que você imagina. Aceite o fato de que as outras pessoas têm contribuições importantes a dar para a resolução dos problemas. Se você nasceu em 1933 ou 1945, aproveite o primeiro semestre que a maré está para peixe.
Você terá boa sorte aproximando-se de pessoas dos signos de Dragão, Serpente e Boi.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Praticidade é tudo nessa vida!

Interrompi as conversas de todos, sem alarde, olhei para o recém-conhecido, do outro lado da mesa, que chamou minha atenção durante aquele "happy hour", e disse:

- Sabe que eu gostei do seu jeito?
- Também gostei do seu.
- Você é prático, como eu.
- Praticidade é tudo nessa vida!
- E a gente tem gostos parecidos também. Acho que poderíamos nos casar...
- É uma idéia interessante.
- Anote meu telefone. Tenho que ir agora, mais tarde você me liga para acertamos os detalhes.
- Fechado.
- Até breve!
- Até!

sexta-feira, agosto 18, 2006

As pessoas do metrô, por Keli Vasconcelos (*)

(extraído do portal Comunique-se, seção Literário - http://www.comunique-se.com.br)

O sol se eleva e as catracas se ligam. Mal o Astro tinge de amarelo e vermelho o céu para a despedida das estrelas teimosas e os guichês já se enchem numa fila de pessoas.

A grande centopéia de aço suspendida por forças eletromagnéticas escancara as portas para a entrada de milhares de seres. Eis o palco para o espetáculo das pessoas do metrô.

Andam apressadas, atrasadas ou não. Sempre em ritmo frenético como o compasso do metrô, que vai além do “café-com-pão” do trem.

Em cada estação novos personagens entram na cena urbana. A mulher de meia-idade, cheia de sacolas reclama das condições que vivemos. O casal que senta nos bancos distantes como fosse uma imposição para se isolar. Acomoda-se tão distante que a troca de olhares se torna constante, as mãos trêmulas enraízam como as linhas do metrô e selam com um beijo a triste despedida.

Ah, como são astutas as pessoas do metrô... Encontram no emaranhado da lotação um diminuto espaço para se alojar.

– Posso segurar sua sacola, senhora?

As mãos afagam os pertences levados para que outras mãos possam apoiar-se no esqueleto metálico durante a viagem. É o itinerário das pessoas do metrô.

Caminhada longínqua, barulho ensurdecedor. Caminho de trevas que ultrapassa o chavão da vã “luz do fim do túnel”. Somente no final do destino surge a claridade.

Aquele que está do lado de fora observa a chegada do monumento ambulante. Entretanto, a espera vem de forma inabalável, compassiva, intensa como a grega histeria. Ah, pessoas do metrô... Pensam que a eternidade entre perder e adentrar a carruagem no limbo da pressa dura apenas dois minutos. Lentos para uns, expressos para os admiradores.

Para os que são permitidos desembolsar o caro ingresso não se perde uma sessão. A não ser estejam em busca de um motivo, que faça sair do seio do respectivo lar e se aventurar na alucinante jornada ao metrô. Tão intensa ou já mecanizada pela gélida sistemática chamada “rotina”.

Como são únicas as pessoas do metrô. Vão espremidas em suas solidões. Os mesmos olhares distantes, turvos, cegos de seus dilemas dos quais são interrompidos do transe pelo ousado vendedor de guloseimas. Arrisca por trocados o direito de navegar neste imponente sem ser pego pelos seguranças. Mãos ágeis quanto às passadas do gigante que não deixa pegadas.

A cada destino, personagens novos, atuantes e privilegiados como os senhores e senhoras que possuem assentos à altura de suas cores – nem sempre respeitados, convenhamos, mas atuantes. Jovens entulhados de cadernos e os bebês, com aquelas expressões de curiosidade e alegres em desfrutar do brinquedo articulado, ou assustadas ao depararem com o mesmo. Mulheres e homens presos à leitura ou a contemplar a paisagem abolida nos parcos momentos sem a companheira escuridão.

Solitário, o vento preso na redoma do coração férreo, pulsado pelo maquinista compenetrado em domar o dragão desconhecido em direção a São Jorge.

O sol se despede e a lua consegue se destacar na atmosfera calejada pela poluição. Termina-se a exaustiva batalha diária e as catracas se desligam. O monstro adormece a insônia breve, pois logo terá de se levantar para mais um espetáculo.

É assim a vida no metrô.

(*) Keli Vasconcelos é jornalista nativa de São Paulo - Capital. Já atuou em rádio, assessoria de imprensa, editora e revistas. Faz trabalhos como freelancer e está sempre na incansável e apaixonante luta por oportunidades.

quinta-feira, agosto 17, 2006

20 Dicas para o Sucesso


Espero que consigam ler. Peguei no mural do curso que estou fazendo no Sebrae (http://educacao.sebrae.com.br/), D'OLHO na Qualidade.
Obrigado ao tutor Paulo Queija!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Muita informação!

Eu quero este livro do Marcos Losekann, primeiro da trilogia Entrevista com Deus.
Quem vai me dar de presente? (rs)
O Losekann é aquele correspondente da Globo no Oriente Médio. Lembra?

Estava refletindo hoje quando saía de casa... Assunto batidíssimo, mas não custa colocar na roda, pra gente discutir.
Como é que a gente consegue lidar com tanta informação a que estamos expostos e em que estamos mergulhados, hoje em dia?
São trocentos títulos de revistas semanais, quinzenais, mensais, bimestrais, especiais, uma fila interminável de livros pra ler - que geralmente não anda... -, programas, filmes, seriados, documentários, jornais, novelas para assistir, CDs novos e antigos para ouvir.Eu não dou conta! É mesmo muita informação!
Estava tentando ler O Evangelho Segundo o Espiritismo semana passada. Não consegui me concentrar nele, daí resolvi começar a ler Era dos Extremos, de Hobsbawn hoje, que é imenso, mas Raimundo, do sebo onde comprei, lá em Conquista, disse que é um livro recomendadíssimo e eu já tinha mesmo ouvido muito falar nele.
Será que vou conseguir ler até o final?
Quando estava andando da rodoviária até o prédio onde trabalho me deu vontade de ouvir uma música do CD Hoje, de Gal Costa. A música se chama "Pra quê cantar".
Mas onde foi que eu coloquei o CD-R onde esse álbum, que baixei pela internet, está gravado? São tantos!
Recebo um e-mail falando de um documentário bacana que conta a história do Afroreggae, chamado Favela Rising, produzido fora do país e já premiado. Verifico que está passando na Academia de Tênis, aqui em Brasília. Mas quando terei tempo de ir lá? E quem vai me dar carona? Porque não existe ir à Academia de Tênis de ônibus.
Já falei aqui que pobre não é gente em Brasília?
Ai, gente! Eu vou pirar!
Não sei se continuo minha graduação ou aproveito que estou me formando num curso superior a distância no mês que vem e tento uma pós no próximo ano.
Acho que eu preciso de orientação psicológica, vocacional, sentimental, espiritual, intelectual, comportamental etc e o "escambau"... ops! A propósito... como se escreve "escambau" ou "escambal" - essa palavra realmente existe?
Vamos recorrer à bíblia da igreja Googleana agora!

Ok, o Google não conhece essa palavra.... (humpf)

Acho que estou ferrado! É tanta informação que eu não consigo encontrar o que quero nem definir pra onde quero ir.

terça-feira, agosto 15, 2006

Dia do Solteiro

Minha agenda diz que hoje é Dia do Solteiro.
Não sei pra que raios criaram um dia comemorativo para isso... mas enfim, no próximo ano espero não precisar lembrar disso e nem me encontrar mais nessa categoria.
Eu sei que é possível ser feliz sendo solteiro, mas é muito mais legal dividir os momentos alegres e tristes, as conquistas e as derrotas, as dores e os prazeres, com alguém.
Alguém que pode ser aquela pessoa que você vê no metrô quase todos os dias, fazendo o mesmo caminho que você. Que possa compartilhar de pequenos momentos, de alguns instantes por dia, que mesmo curtos podem ser intensos.
Acho mesmo estranho que não surja alguém, porque sou pouco exigente...
Ok, é preciso dizer que já surgiu alguém, mas está distante e deixa de preencher essa "demanda" pelos momentos juntos.
Isso aqui está ficando mesmo bem pessoal agora...

Obrigado pelas visitas e pelos comentários.

Ah! A propósito, quem viu o debate dos candidatos à presidência na Band ontem?
Já estou quase determinado a votar na Heloísa Helena. Tenho grande admiração por ela e começo a perceber que ela teria a mesma capacidade para governar esse país que Lula tinha 4 anos atrás. Então, por que não acreditar mais uma vez que é possível mudar? O Cristóvam Buarque fala em revolução pela educação. Bacana! Mas ele não tem nem um pingo da atitude revolucionária da candidata do P-SOL. O que vocês acham?

domingo, agosto 06, 2006

Após algum tempo de sumiço... RECOMENDAÇÕES

Três filmes que assisti de quinta-feira até hoje, adorei e recomendo!

1) Zuzu Angel

De Sérgio Rezende. Brasil, 2006. 103 min.
Site oficial: http://www.zuzuangelofilme.com.br/

Zuzu Angel, uma estilista de sucesso que projetou a moda brasileira no mundo. Zuzu Angel, uma mãe quer travou uma luta contra tudo e todos na busca pelo seu filho Stuart. Os anos 70 viram o mundo de pernas para o ar. No Brasil, a carreira de Zuzu Angel (Patrícia Pillar) como estilista começa a deslanchar enquanto seu filho Stuart (Daniel de Oliveira) ingressa no movimento estudantil, contrário à ditadura militar então virgente no país. Stuart é preso, torturado e assassinado pelos agentes do Centro de informações de Aeronáutica, sendo dado como desaparecido político. Inicia-se então o périplo de Zuzu, denunciando as torturas e morte de seu filho. Suas manifestações ecoaram no Brasil, no exterior e em sua moda.
Um filme para ser visto e comentado por todos! Quero mesmo que seja sucesso de bilheteria. Não só porque torço muito pro cinema nacional. Mas porque quero que as pessoas se conscientizem do seu papel político nesse mundo. Nós podemos fazer uma grandiosíssima revolução silenciosa nesse país!



2) Um Toque de Rosa (Touch of Pink)

De Ian Iqbal Rashid. Canadá/Inglaterra, 2004. 91 min.
Site oficial: www.sonyclassics.com/touchofpink

Alim é um canadense de origem mulçumana que vai morar em Londres para esconder sua orientação sexual da família. Até aí, nenhuma novidade aparente - mas Touch of Pink surpreende com um roteiro criativo e um elenco competente e cativante. O roteirista e diretor Ian Iqbal Rashid inspirou-se nas comédias românticas de Hollywood estreladas por Doris Day e Rock Hudson e criou um filme gay leve e romântico, embalado por uma trilha sonora que lembra os anos dourados do cinema americano. O destaque fica por conta do charmoso Kyle MacLachlan (dos seriados Twin Peaks e Sex and The City), que interpreta o espírito de Cary Grant, galã gay morto em 1986 e que é até hoje um dos maiores ícones do cinema.Para todos, uma visão doce e bela da questão. É se despir de todo e qualquer preconceito e adorar! A trilha sonora é uma delícia!


3) Jornada da Alma (Prendimi L'Anima)

De Roberto Faenza. França, 2003. 89 min.
Site oficial: www.medusa.it/prendimilanima

Em 1905 Sabina Spielrein (Emilia Fox), uma jovem russa de 19 anos que sofre de histeria, recebe tratamento em um hospital psiquiátrico de Zurique, na Suíça. Seu médico, o jovem Carl Gustav Jung (Iain Glen), aproveita o caso para aplicar pela primeira vez as teorias do mestre Sigmund Freud. A cura de Sabina vem acompanhada de um relacionamento amoroso com Jung. Após alguns anos ela volta à Rússia, tornando-se também psicanalista e montando a primeira creche que usa noções de psicanálise para crianças. Década após sua morte, ela tem sua trajetória resgatada por dois pesquisadores.Spielrein quer dizer JOGO LIMPO e a abordagem Junguiana que tem íntima relação com a simbologia é expressa pela alma de Jung concretizada numa pedra, de onde sai o nome do filme, em inglês, The Soul Keeper. Sabina torna-se a Guardiã da Alma de Jung.Belíssimo!

quarta-feira, abril 19, 2006

Todo dia era dia de Índio


Curumim chama cunhatã que eu vou contar
Antes que os homens aqui pisassem
Nas ricas e férteis terraes brazilis
Que eram povoadas e amadas
Amadas por milhões de índios
Reais donos felizes
Da terra do pau Brasil
Pois todo dia e toda hora era dia de índio
Mas agora eles só têm um dia
Um dia dezenove de abril
Amantes da pureza e da natureza
Eles são de verdade incapazes
De maltratarem as femeas
Ou de poluir o rio, o céu e o mar
Protegendo o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora pois na sua história
O índio é o exemplo mais puro
Mais perfeito mais belo
Junto da harmonia da fraternidade
E da alegria, da alegria de viver
Da alegria de amar
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente
Que já foi muito contente
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio!
(Jorge Ben Jor)

quinta-feira, março 30, 2006

As Moiras




As Moiras, divindades da mitologia grega, são três irmãs que dirigem o movimento das esferas celestes, a harmonia do mundo e a sorte dos mortais. Elas presidem o destindo (moira, em grego) e dividem entre si as diversas funções:

Cloto, que significa fiar, tece os fios dos destinos humanos;

Láquesis, que significa sorte, põe o fio no fuso;

Átropos, ou seja, inflexível, corta impiedosamente o fio que mede a vida de cada mortal.